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Desde 1975,
tenho me dedicado a um ramo pouco estudado, mas muito consumido, da literatura: a chamada
paraliteratura, representada pelos livros de bolso que, até há alguns anos, eram
devorados por leitores de todas as idades e de todas as classes. A crise financeira, a
televisão, o videocassete, o computado e, finalmente, o DVD acabaram por suplantar
esse tipo de leitura, que teimou em resistir, mas acabou sucumbindo. Escrevi livros com
histórias de amor, faroeste, policial, espionagem, terror e sexo, além de textos sobre
esoterismo e modismos que sempre vêm na esteira das novelas de sucesso hoje em dia. Já
escrevi sobre horóscopos, ciganos, árabes, anjos, gnomos, fadas, orações, simpatias
populares, rezas, rituais e tudo que se possa imaginar e que pode ser encontrado numa
banca de revista. Os livros agora oferecidos são parte de uma obra de mais de 900
títulos publicados, nesse trabalho insano de quase 30 anos.
L P Baçan



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